HISTÓRICO

 

O FID nasceu em 1996, sob a denominação de Festival Internacional de Dança. Desde sua primeira edição, tem como compromisso trabalhar pela difusão, reflexão e formação de novos públicos e criadores no campo da dança contemporânea.

 

 

Em 2001, como consequência do amadurecimento do projeto, alterou a sua denominação de festival para fórum e suas atividades passaram a ser realizadas de forma extensiva ao longo do ano. O FID transformou-se numa iniciativa de continuidade capaz de mobilizar e alavancar uma série de profissionais, públicos e esforços. Sua principal motivação é a disseminação e os debates relacionados ao universo da dança e do corpo, e suas mais variadas conexões, com caráter multidisciplinar, o que é relevância no projeto.

 

Desde seu início, de maneira articulada e permanente, o FID promoveu circulação, distribuição, fomento, exposições, espetáculos, lançamento de livros, publicação e edição de livros, debates, workshops, programa de bolsas, mostras, laboratórios, palestras, inclusão social, reflexão sociocultural, com a presença dos mais renomados diretores e bailarinos, além de criar um espaço privilegiado de pensamento e de intercâmbio de ideias e repertórios.

 

O FID vem sendo um dos mais importantes programas de fomento à dança no Brasil. Trata-se de um projeto ímpar e singular por sua ação e seu perfil dinâmico, transversal e adaptativo (respondendo eficientemente às demandas da comunidade artística). Por esses motivos, o FID se firmou como essencial e indispensável para o desenvolvimento e manutenção da qualidade da dança e da cultura em Minas e no Brasil. É importante ressaltar um de seus desdobramentos mais ousado e significativo, o Território Minas, catalisador da produção emergente no estado, que divulga e dá suporte a grupos e artistas mineiros.

 

 

 

PROGRAMAS

 

O FID se articula em seis programas pilares. Juntos, resultam em várias ações e cruzamentos, tecendo uma rede de articulações e desdobramentos socioculturais através da dança.

 

 

FID Circulando Grande BH

 

Depois de estimular a criação na cidade de Belo Horizonte, o FID entendeu que poderia ampliar o seu papel. Criou, em 2005, um novo braço de ação para viabilizar o acesso, inclusão e troca com áreas desatendidas, sem equipamentos de cultura ou acesso à agenda de programações culturais. A estratégia adotada foi a de promover a circulação de apresentações, oficinas e mostras de vídeo por territórios urbanos da região metropolitana, envolvendo principalmente companhias e profissionais de Belo Horizonte.

 

Bairros já atendidos: São Bernardo, Alto Vera Cruz, Pedreira, Parque Ecológico da Pampulha, Barreiro, Barragem Santa Lúcia, Venda Nova, Salgado Filho, Urucuia, Vila Fátima, São Geraldo, Jardim Guanabara e Vila Santa Rita. Municípios vizinhos de BH: Nova Lima, Sabará, Ribeirão das Neves, Brumadinho e Betim. Em 2009, o FID Circulando Grande BH e Minas ampliou ainda mais seu raio de ação, indo para a cidade de Viçosa, na Zona da Mata.

 

 

FIDinho

 

Desde 2008, o Fórum tem um espaço dedicado especialmente para as crianças. O FIDinho nasceu da observação da crescente adesão do público infantil à programação do FID. Daí surgiu a reflexão em torno da necessidade de desenvolver estratégias que atraíssem as crianças e seus pais para o mundo cultural. A cada ano, o público FIDinho se multiplica, demonstrando que há uma demanda crescente por espetáculos e atividades de dança que privilegiem essa faixa etária. Investir na formação de plateias para a dança, desde a infância, é investir na fidelização desse público a curto, médio e longo prazo. Tal prospecção é ainda mais animadora quando lembramos que, junto das crianças, estão seus pais e outros jovens e adultos que as acompanham.

 

O FIDinho é também uma alavanca para o desenvolvimento das crianças em seus processos de formação educacional e cultural.

 

 

FID CONEXÃO InterNacional

 

É o programa em que o FID estimula a relação da dança que se produz em Minas com a que acontece no Brasil e no mundo. A forma desse intercâmbio se diferencia de outras iniciativas porque sempre parte das circunstâncias específicas da dança que Minas produz. Não à toa, o FID é reconhecido pela imprensa como a ignição que colocou a dança mineira no mapa brasileiro e internacional. Ao mesmo tempo em que o FID apresenta grandes companhias InterNacionais de dança, abre espaço para novos artistas, amparando uma produção que não teria visibilidade sem esse tipo de acolhimento.

 

 

FID Território Minas

 

Foi instituído em 1998, a partir da identificação de que seria necessária uma outra ação, ao lado do FID Conexão InterNacional, para, de fato, conseguir fomentar a dança em Minas Gerais. Diferenciando-se dele, investe na qualificação da produção mineira, amparando-a em todas as suas fases e não somente na apresentação de seus espetáculos. Assim, oferece bolsas de pesquisa que permitem aos artistas a possibilidade de produção; realiza coproduções; oferece condições de infraestrutura; apresenta os trabalhos resultantes; oferece oficinas; promove diversas formas de apoios e parcerias com os artistas mineiros.

 

Ao longo do tempo, transformou-se em um catalisador da produção emergente no Estado. Promoveu, lançou, aprimorou e acolheu ideias de artistas e grupos e fez circular a produção da destacada e conceituada dança mineira no país.

 

 

FIDoteca

 

Por lidar com uma arte basicamente existente em apresentações ao vivo, o FID percebeu o potencial educacional de seu acervo em um país marcado pela injusta distribuição de informação como o nosso. Para colaborar com o processo de educação em dança, a partir de 2007, o FID passou a disponibilizar um dos mais ricos acervos do país, que permanece carente da preciosa informação sobre os espetáculos apresentados em todas as edições do FID. Esse material se destina à pesquisa e estimula a produção de conhecimento.

 

 

FID Editorial

 

Promove a publicação e divulgação de pesquisas relacionadas à dança.

 

Livros publicados: em 2005 e em 2008, publicou livros com as teses de doutorado em dança da Profa. Helena Katz (PUC/SP) e da Profa. Fabiana Britto (UFBA), respectivamente. O FID Editorial também apoia outras publicações, como o recém- lançado livro “Diário de Produção – Relatos, dicas, experiências e casos de quem aprendeu a produção cultural na prática”, de Carla Lobo, uma das diretoras do FID. E, a partir de 2007, passou a editar os seus catálogos também com esse objetivo.

 

Catálogos – periodicidade anual: desde 2007, os catálogos de cada edição do Fórum publicam textos crítico-reflexivos de autores de diversas áreas, além de especialistas da área da dança, como comunicação, arquitetura, semiótica, linguística, filosofia, cinema, reunindo textos de professores de reconhecido mérito de importantes universidades como UFMG, USP, PUC-MG, PUC-SP, UFPA, UFPE, UFBA, assim como de artistas e alunos de graduação e pós-graduação. A peça catálogo vem sendo um escoadouro de uma crescente e consistente produção teórica voltada para a dança e colabora para suprir uma lacuna abissal em se tratando de publicação especializada para a área. É, portanto, uma das raras publicações anuais especializadas em dança existentes no Brasil.

 

 

FID + AÇÕES

 

ZAT – Zonas Autônomas Temporárias

 

São práticas coletivas de reflexão e ações visando à autonomia da dança e do corpo na contemporaneidade. Abrangem teoria e prática. O trabalho coletivo é desencadeado por propositores (coordenadores) que podem ser artistas e/ou acadêmicos. Algumas ZATs já promovidas: em 2006, o ciclo de estudos e ações, com tema A Dança e o Direito, fortalecendo e capacitando a gestão de companhias no entendimento do direito autoral na dança; em 2007, sob o tema de Propostas de Desimperialismos, acadêmicos e políticos foram convidados para a coordenação das conversas; e em 2008, o tema Por uma Epistemologia Sul teve o foco dos trabalhos, também coordenados por acadêmicos.

 

 

Residências

 

Ação de intercâmbio entre artistas estrangeiros e brasileiros, em trabalhos coletivos.

 

Algumas residências já realizadas: 2011, Lynda Gaudreau (Canadá) – Coreógrafa, curadora e pesquisadora da Compagnie De Brune; 2009, Emannuelle Huynh (Vietnã / França) – coreógrafa e diretora artística do Centro Coreográfico de Angers (França).

 

Em 2007, numa ação de parceria com o Circuito Brasileiro de Festivais Internacionais de Dança, do qual o FID é membro fundador, aconteceu o projeto CoLaboratório, que foi o Encontro Sul-americano Europeu de Coreógrafos que reuniu, de novembro de 2006 a abril de 2007, 20 bailarinos dos dois continentes para residências em Belo Horizonte, Rio e Fortaleza com a apresentação dos trabalhos dessa imersão. Esse projeto teve o apoio da Comunidade Europeia e da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, entre outras instituições europeias e sul-americanas.

 

 

 

DESTAQUES

 

Como fomentador, o FID vem se destacando nacionalmente, tendo sido indicado como finalista pelo Prêmio Multicultural Estadão (jornal O Estado de S. Paulo) em 2002 na categoria de fomentador, tendo concorrido junto à importante Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, vencedora do prêmio.

 

O FID foi vencedor, em 1998, do Prêmio Mambembe do Ministério da Cultura, como melhor evento artístico do ano.

 

Adriana Banana, idealizadora e diretora artística do FID, recebeu do então governador do Estado de Minas Gerais, Sr. Aécio Neves, em 2005, a Medalha da Inconfidência em Ouro Preto pelo seu destaque e trabalho na área cultural.

 

O FID é membro fundador do Circuito Brasileiro de Festivais Internacionais de Dança, juntamente com os festivais Panorama de Dança do Rio de Janeiro, Bienal de Dança do Ceará e Festival Internacional de Dança do Recife.

 

 

 

RESULTADOS  (1996 – 2017)

 

Média de 12 mil pessoas por ano

Apresentações de espetáculos 491

Grupos nacionais e locais 176

Grupos internacionais 73

Palestras e debates 84

Mostra de vídeos 12

Oficinas 92

ZAT – zonas autônomas temporárias 8

Laboratórios 11

Bolsas de pesquisa / coproduções 30

Lançamentos de livros 10

Publicações de livro pelo FID editorial 4

Exposições 3

Residências artísticas 3

Empregos gerados por ano 300